Lisbon cover.ed with glam

betrend.pt 
Feb 29

O melhor deste vídeo deve ser o Catróga a segurar no croquete. A Sic Notícias está lá. Mas há quem duvide?

Só espero que, assim como se conceberam estas notícias que dão conta de pagamentos irregulares (para ser mais concreta: pagámos duas vezes 4,4 milhões de euros à Lusoponte pelas portagens em Agosto), também nos cheguem aquelas que darão conta do retorno do dinheiro às Estradas de Portugal. Caso contrário, e apesar do secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, ter já admitido que não vai deixar ‘o dinheiro ficar do lado da Lusoponte’, serei (seremos) obrigados a pensar que esta foi mais uma decisão (a do pagamento propriamente dita, que ninguém compreendeu na altura) resultante de um qualquer compadrio entre governo e empresa. Um favor. Daqueles em que quem paga (nós) é que fica sempre a arder. E assim vai a ‘ordem’ em Portugal.

Mar 9
A quem diz que deixámos de acreditar nas nossas cidades, eu corrijo. Não foi nas cidades. Foi na política

O Sr. Primeiro Ministro quer ‘aprender com a Alemanha’ porque ‘acredita na Europa’ (acho que foi mais ou menos isto que acabei de ouvir, e ler, em rodapé, na SIC Notícias, não foi?). Vamos lá tornar o discurso mais claro, Sr. Primeiro Ministro Passos Coelho: o Sr. não quer aprender com a Alemanha porque acredita na Europa, o Sr. tem de ‘aprender’ (com muitas aspas) porque senão não há dinheiro que o mantenha a si no seu posto nem a Portugal na Europa. Quanto à soberania nacional, lamento, mas essa já se foi. Há muito tempo.    

Mar 25
Sobre o XXXIV Congresso do PSD (agora, em direto)

Só para lembrar que hoje é Dia Mundial do Teatro e há atividades (giras) pelo Chapitô (claro), e por aí. É percorrer Lisboa e ver. O Chapitô é capaz de me conquistar (também) pela vista que o Restô proporciona, sobre a cidade. Ai.    

Mar 27
Sobre o Teatro

Sempre fui uma pessoa desassossegada e acho muito que o ‘Livro do Desassossego’, de Fernando Pessoa, encaixaria em mim na perfeição, se atentarmos à performance descritiva do meu ser/estar. Sem naturalmente comprometer o que vai além da capa, julgo que o título é sucinto. E que nele me encontram, mesmo que isso não aconteça nas páginas seguintes. Um introdução poética para falar de algo muito pouco lírico, na verdade. Adiante.  O Senhor Primeiro Ministro Passos Coelho dizia há poucos dias que ‘estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida’. É verdade que, se espetarmos estas palavras um tanto enternecidas por uma força que já não têm (não existe na sociedade portuguesa) na cara de alguém que tem uma casa, carro, contas e, na pior das hipóteses, filhos para alimentar e manter na escola, elas vão certamente ruborizar rostos e transformar-se em farpas com efeito flashback. Mas… e sem querer, de todo, dar-lhe razão, pela primeira vez na vida percebi (yeah) o que o Senhor Primeiro Ministro quis dizer. E acho que, neste caso, ele se dirigia essencialmente aos jovens. Tenho amigos que estão simplesmente parados. Não têm trabalho e continuam parados. Como se a vida pudesse rolar sem impulso nosso. Que não pode. E como se esperar que aconteça seja, alguma vez, sinónimo de sucesso. Já não é. Creio, aliás, que esperar nunca foi sinónimo de nada, senão de paciência. E até essa tem limites.  Isto também para dizer-vos que mesmo quando não estou parada, continuo a mover-me. E quanto mais me movo, menos consigo estar parada. Basicamente: se estou envolvida num projeto, continuo atenta a outros. Porque o meu cérebro simplesmente não pára. E é isso que me mantém viva. E é essa caraterística desassossegada que me move hoje e amanhã e nos dias próximos. E portanto esta semana vou reunir-me com uma marca italiana, com a qual me cruzei por acaso, numa incursão pela cidade. Os produtos são novidade para mim, portuguesa, e julgo que para Itália também. Provei, gostei, achei que fazia sentido em Portugal (que ainda não os tem). E houve qualquer coisa que me disse ‘isto funcionava’ e me fez enviares-lhes um email. Não sei absolutamente nada. Não tenho pretensiosismo nenhum. Vou porque acho que nunca perdemos em tentar e em conhecer mais. Vou porque sou nova, porque ainda não criei medos, porque não acredito em más figuras; só em quedas. E dessas levanto-me sempre. E vou porque me entretenho. E porque se não der em nada, pelo menos conheci alguém (mais alguém), uma marca, um produto. E toda a experiência é de valor.   

May 15
Sobre a declaração - ‘desequilibrada’, referiu ao ‘I’ Marcelo Rebelo de Sousa - de Passos Coelho a propósito do desemprego. Eu tenho uma (talvez muitas) palavras a dizer