Lisbon cover.ed with glam

betrend.pt 

A ELLE italiana enviou uma jornalista para o Afeganistão, onde a esperavam outras cinco. Todas freelancers. Todas mulheres. Todas disponíveis para falar de uma paixão (o jornalismo) que - acreditam - possa contribuir para melhorar a condição de vida das mulheres afegãs, impossibilitadas (ainda) de aceder livremente à informação, sobretudo através do ensino. Cada uma destas mulheres recebeu a portuguesa de braços abertos nos órgãos de comunicação social com os quais colabora, e contou-lhe a sua - e a de outras - estória. Dizem elas que os homens afegãos afirmam respeitar mais as mulheres do seu povo do que, por exemplo, os homens ocidentais. Que até pode ser verdade, mas não o é certamente no seio da sua família. Esposas e filhas têm pouco direito ‘a mover-se, procurar informação, estudar, trabalhar’. Basicamente: em ser independentes. Estas cinco mulheres são uma exceção à regra e trabalham todos os dias para deixar de sê-lo.    No meio disto tudo, só tenho pena que não tenha sido uma portuguesa a fazer esta (grande) reportagem. Para tê-la escrito, eu não me importava de viver como uma afegã.  Mas só por uma semana. Já com estas mulheres (jornalistas) seria capaz de trabalhar a vida inteira. E não necessariamente num jornal. 

May 24
Sobre as mulheres afegãs
Jun 3

Os dias em Milão têm sido assim. Quase em casa. A comer ‘porcaria’. A ler revistas. A falar da vida. A sair só para o supermercado. A tomar pequenos-almoços reforçados de pão, espargos, ovos, chouriça (às vezes bacon) com os amigos. A recuperar forças. A falar mais um bocadinho. A dormir muito - nem sempre bem. A organizar algumas coisas. A programar o regresso e a arrumação de duas valentes malas. A pensar que a nossa casa pode muito bem não ser efetivamente a nossa casa, e a perceber que ‘what goes around comes around’. Quase sempre. 

O Papa passou por cá. Perdi-o no primeiro dia da visita - vi-o apenas aterrar em Milão pelos ecrãs da Piazza del Duomo - e acabei por adormecer hoje, no dia em que celebrava a missa, no mesmo local, e por não conseguir vê-lo ‘em carne e osso’.

Pedimos-lhe a benção cá de onde estamos. Tenho para mim que nos concedeu.

Foi simpático.      

Percebi que ia deixar de ler a Elle portuguesa esta semana - confesso que nunca fui leitora assídua e só o faço (fazia!) quando já passei os olhos pelas outras (poucas) portuguesas. Primeiro: a revista é, toda ela, uma tradução parola de press releases e de artigos estrangeiros (o que revela, acima de tudo, problemas orçamentais). Mas, a falta de financiamento não pode justificar zero de criatividade, nem originalidade, nem - muito menos! - uma escrita parola, totalmente desaqueada a Mulheres. Por momentos, confesso, pensei estar a ler a Ragazza. Naqueles tempo (já lá vão) em que cheguei mesmo a lê-la. Não sei quem é a Diretora Executiva da revista - também não me dei ao trabalho de procurar saber - mas sei que não vai longe, e o resultado está à vista: uma revista fraca e vazia de mensagens, desprovida de interesse e naturalmente pobre de conteúdo. Para além de páginas infinitas com a palha descritiva dos novos perfumes da temporada (textos mais ou menos copiados de comunicações), tenho algo a dizer, e com o que me justificar, sobre a parolice desses (semi)artigos. Num deles escrevia-se a propósito de um must have da estação, e a jornalista rematava com algo do género ‘para criar o efeito uau desejado’. E pronto. Foi aqui que decidi fechar a querida Elle de Outubro e atirar com ela para o lixo. Se a coisa já me estava a cheirar mal de início - a consciência de que pago por uma revista para ler comunicações que recebo na caixa de email é, no mínimo, estranha -, esta frase deu cabo do resto (da minha paciência). Basicamente, querida Elle, estás por um fio. Alguém que te agarre.      

Sep 8
Diz-me a que cheiras… dir-te-ei quem és
Feb 8

Lately.

1 - LuxWoman Fevereiro. Página inspiração/referência = clássico = sempre bem = branco! total (novo: o little white dress) ou branco+preto = fácil = prático = a.d.o.r.o.

Têm lido a LuxWoman? Com a ‘nova’ direção o upgrade tem sido total e muito positivo. 

2 - Um guia turístico de Lisboa - reedição do primeiro, editado em inglês pelo poeta (Fernando Pessoa) em 1925 -, que passa pelos lugares mais conhecidos e tradicionais, mas que oferece também um conjunto de percursos e espaços menos mainstream.  Conta ainda com textos da autoria de outros autores e poetas, como José Saramago e Eugénio de Andrade (mas há mais).

Ontem vi três turistas saírem da Bertrand com ele debaixo do braço… deve ser bom sinal, não?  

3 - Momento do dia ‘com Corpos Danone’. A programação de Fevereiro da Culturgest traz novidades (boas).  

4 - Um passeio pela praia [na Costa] antes de um almoço com amigos.

5 - Laranjas - tenho comido muitas. Vêm-me parar cá a casa diretinhas da árvore, como eu gosto :)

6 - Numa altura em que se iniciam as mais importantes semanas da moda (Nova Iorque, Londres, Milão, Paris - por esta ordem), chega-nos a primeira comunicação da Moda Lisboa (dias 8, 9 e 10 de Março), sob o tema ‘Trust’ - no contexto que vivemos atualmente, faz todo o sentido a escolha do nome, não acham?

Um evento que está cada vez mais próximo e sobre o qual contarei todas as novidades, apesar deste ano não poder comparecer, pelos motivos já óbvios :)

7 - Smoking Stella McCartney - l.i.n.d.o!

8 - Eu a aquecer-me com o meu casaco de pêlo e com aquele colar que, passado tanto tempo, ainda suscita olhares curiosos e a típica pergunta: onde é que o compraste?

Mar 6

A semana tem sido dura, com pouco tempo para ‘estas coisas’ e para estar mais presente por aqui - desculpem! 

Vou publicando sempre que possível nos dois endereços (blogs) - sobre o Dubai já há novidades da chegada, primeiro impacto, ‘habituação’ e outras coisas que tais aqui; conto escrever brevemente novo texto.

Entretanto, comprei a revista que passou a integrar a minha it list dos media femininos: a Emirates Woman Magazine

Já a seguia via facebook, mas quis familiarizar-me com ela ‘fisicamente’. 

A Emirates Shop não tinha ainda disponível a versão de Março, pelo que trouxe comigo a de Fevereiro.

Quero perceber como funciona, do que trata, como trata e tirar as minhas conclusões.

Do pouco que li - tenho três manuais gigantes para fixar em apenas cinco semanas de training -, gostei bastante e portanto vou continuar a segui-la, mas de mais perto agora.

O resto, são leituras para sobreviver no Dubai e ir pondo em dia. Time Out, claro. 

Sobre a Zilian, quero dizer-vos que já saiu o jornal que apresenta a coleção SS 2013 e eu a.d.o.r.o. 

A transição Dubai-Lisboa faz-se de forma simples e quase óbvia para aqui: o pack beauty/make-up que vêem na imagem tem sido o habitué diário (e por que não usar mais vermelho também em Lisboa?) e os looks que selecionei do recente street style da moda de Paris são uma adaptação árabe ao ocidente (Lisboa incluída).

O ouro está em todos os acessórios - e cada vez mais. Claro que é ultra chic se for verdadeiro, mas ‘quem não tem cão, caça com gato’, desde que não seja ‘foleiro’, claro. No Dubai, qualquer mulher tem uma (muitas) jóia(s) de ouro. 

O lenço… arrisco dizer que funciona como uma adaptação da burca - muito interessante até -, resultante da atenção atualmente centrada na civilização islâmica. E por que não experimentar, também, na capital portuguesa?

Por cá, estou tentada a fazê-lo.

Aliás, no sábado vou visitar uma mesquita e serei praticamente ‘obrigada’ a isso.

Bom :))

imagens moda: jak&jil

May 19

something i’m really passionate about…

- denim & Valentino shoes

- Bulgari watch. l.i.n.d.o!

- Lacoste (watches&clothes). É este ano que compro a minha primeira peça for real!!

- summer: juices (lemon&mint)

imagem look: jak&jil

Jun 9

alguns pormenores da minha ‘casa’.

coisas que vou transformando para me sentir mais por cá - estou bem por enquanto e espero que por muito tempo :)

- almofada coelho PRIMARK Manchester (mega store como nunca vi)

- box para revistas numa lojita pelo Dubai (amei)

-  planta Home Centre (Dubai) + vela menta e letras PRIMARK Manchester (tudo para casa de banho)

- a minha secretária. Com as leituras de Junho.