Lisbon cover.ed with glam

betrend.pt 
Apr 27

Olhem olhem quem vai estar amanhã no Terreiro do Paço, a recriar em Portugal os famosos aperitivos italianos. A partir das 17h vale a pena passar por lá e provar os cocktails Campari, num ambiente glamoroso (diz-se) e descontraído, onde está prometida (também) a música italiana. 

Sempre no último sábado de cada mês, de Abril a Outubro.

Vão lá que eu cá me fico, a ler sobre o direito da União Europeia.

Se bem que… ainda estou em dúvida se retorno a Milão (também fazem ponte aqui, em Modena).

A propósito, a imagem abaixo é provavelmente a do melhor aperitivo que, caso visitem a cidade, podem (e devem) provar. No ‘La Hora Feliz’.    

Um restaurante pelo qual nutro um carinho especial (por razões que não é necessário explicar) e ao qual volto sempre que regresso também a Milão.

May 13

Ontem acordei com vontade de sair e de apanhar um comboio - sempre regional (mais barato), mas vejam, pela foto, a qualidade do regional de cá e espantem-se. Decidi que ia andar pelos canais de Veneza. Conhecê-los, na verdade, que ainda não tinha lá estado. Ouvi falar bem e mal, e assim-assim. Devo dizer que adorei. A cidade não é muito grande e está, toda ela, distribuída ao longo do Grande Canal - que não percorri em vaporetti para admirar os palacetes hoje convertidos em museus, lojas, hóteis e apartamentos (mas se o fizerem, escolham o itinerário nº1). Optei antes por caminhar. Segui as ruas estreitas, com lojas e lojinhas, tendas e tendinhas cheias de souvenirs - quanto a mim, Veneza só peca por ser uma cidade demasiado turística (há ruas onde é impossível caminhar) -, gelatarias, pastelarias (experimentei o ‘pistacchione veneziano’, um doce regional com pistacchio, chocolate e amêndoas - bom mas não espetacular). Cheguei ao Rialto, nomeadamente à ponte, e fotografei-a. É um marco da cidade. Assim como o são as margens do Grande Canal, onde aqui nos podemos sentar e admirar o incessante trânsito ‘gondolar’. Se forem a dois, três, quatro ou até sozinhos, como eu, procurem ‘A Riva Del Vino’, um restaurante/pizzaria/wine bar localizado no antigo caís de desembarque do vinho. Antes de o fazerem, no entanto, passem pela ‘Pescheria’, um mercado de peixe com mais de 600 anos - é fácil localizá-lo: o cheiro a marisco e peixe não engana e nas suas proximidades começam a ver-se banquinhas com ostras para dar a provar (pagando) a quem quiser. Lembrei-me das algarvias (maravilhosas) e não fui em cantigas. Para além deste mercado, há ainda a ‘Erberia’, um mercado de fruta e legumes que irão encontrar assim que, saindo da estação de comboios, seguirem as indicações com as siglas ‘Per Rialto’. Afinal, Veneza (e a região do Véneto) é o pulmão verde de Itália, pela oferta diversificada em legumes e verduras. Assim o entendo eu, e creio não estar enganada. Apesar da cidade ser relativamente confusa pelas inúmeras e pequenas ruas que a caraterizam, é difícil perder-se. Tudo está muito bem indicado, e basta ter em mente dois pontos de referência: o Rialto e San Marco. 

Foi precisamente para a Piazza San Marco que segui depois de me perder (propositadamente) pelas ruelas onde me deliciei a apreciar vitrinas de doces e pastas (de formatos e cores inimagináveis - só vendo).

Aqui, vale a pena estar na praça (enorme), palco de inúmeras procissões e celebrações carnavalescas. Para ver: a Basílica de S. Marcos - um misto entre a arquitetura Ocidental com a Oriental (a cidade era ‘a porta’ para o mundo árabe), que deu origem ao gótico Veneziano - e o Palazzo Ducalo. 

Não entrei em nenhum. Não sei quantificar o tamanho das filas já nesta altura do ano…

Depois, se caminharem em direção ao Giarinetti Reali, junto a mais um cais veneziano, mesmo ali, na praça, vão encontrar a Compagnia della Vela, e ligeiramente mais à frente fica o ‘Harry’s bar’. Foi fundado pelo italiano Giuseppe Cipriani e tem, ao longo dos tempos, atraído muitos americanos famosos, como por exemplo Ernest Hemingway (afinal, ele não estava só em Cuba…). Aqui pode comer-se o famoso carpaccio - carne de vaca crua e cortada aos pedaços -, originário desta região, e que dizem ter sido criado por Cipriani aqui, neste espaço.    

A Compagnia della Vela ganha especial atenção este ano devido à ‘A America’s Cup 2012’ (Vela), que começou precisamente ontem, em Veneza, e vai durar até ao próximo dia 20 de Maio. Para os amantes do desporto e em especial desta modalidade, a programação pode ser consultada aqui.  

No Palazzo/Museo Fortuny (igualmente próximo dali), e até ao final de Junho, está patente a exposição ‘Diana Vreeland after Diana Vreelander’. A mostra permite ver alguns trabalhos, parcerias e preferências da mais famosa editora de moda nascida em Paris, emigrada para Londres e retornada a Nova Iorque, onde encabeçou duas das principais revistas de moda: a Harper’s Bazar e a Vogue. 

Na fotografia que aqui publico, pode ver-se uma carta de Diana (editora-chefe da Vogue americana) à marca Missoni, que data de Novembro de 1970, e onde se lê um profundo agradecimento pela brilhante coleção apresentada, comparando-a à beleza das flores.

A sua admiração por Missoni, bem como por Balenciaga, era fortemente conhecida.

Que não tenham motivos para conhecer Veneza, é coisa de que dúvido - a vida e o romantismo que cidade emana a cada esquina é, por si só, suficiente - mas… quem sabe possam encontrar nestas duas sugestões de programa uma razão acrescida para passar por lá. Até junho. 

P.S 1 - Só para deixar escrito que se algum dia alguém pensar pedir-me em casamento, pode - e deve - fazê-lo em Veneza. Creio que me caso imediatamente. E faço festa na gondôla. É coisa que tenho decidida de ontem para hoje.  

P.S 2 - Clicar nas imagens para ver melhor. 

May 16

No fim de semana em que se festejam os Museus - dia 18 é Dia Internacional dos Museus e dia 19 há Noite dos Museus (também aqui, em Modena) - estreia amanhã (até Domingo), no Teatro São Luiz, em Lisboa, a peça ‘Medida por Medida’ de William Shakespeare, uma co-produção de Ao Cabo Teatro, Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, Teatro Nacional São João e do próprio S. Luiz. Diria que é um verdadeiro ‘final de semana’ com dose dupla, tripla, quadrupla de cultura. E que vale a pena beber desta sabedoria (cultural) a cada um dos momentos. Ou naquele que for possível.

Entretanto, se vos apetecer mesmo um programa ‘à maneira’ e procurarem um local giro, e igualmente típico, para jantar antes ou depois de se fazerem ‘à estrada’, passem pelo ‘Esperança Sé’, junto à Sé Catedral, que celebra agora o seu primeiro aniversário - como presente: oferece-nos uma nova esplanada para os dias de bom tempo. Aproveitem para fugir ao caos da cidade e descansem num ambiente de velas acesas e música jazz, que serve comida italiana. Experimentem a pizza de figos - parece-me muito bem! Ou então o prato ‘três pastas’, criado a pensar especialmente na comemoração do aniversário com os clientes. Basicamente: podem provar três tipos de massa num único menu. Para os amantes de risotto - eu incluída - há também o risotto preto. Feito com chocolate, limão, bacon e tomate (aiiiii). Já fiquei com água na boca e estou a duas horas e meia de viagem daí. Lamentavelmente terá de ficar para Agosto. Já vocês podem mesmo dar lá um saltinho este fim de semana… :)      

Fotografia: Sé de Lisboa em google.it  

Morada ‘Esperança Sé’:

Rua de São João da Praça, nº103. Mesmo junto à Sé Catedral.   

May 17

Ontem foi um bocadinho disto, à noite. Um concerto de música clássica no Teatro Comunale di Modena, que é também o Teatro Luciano Pavarotti, em homenagem ao cantor lírico. A sessão foi gratuita, aberta à população de Modena - iniciativa que achei (acho) muito interessante. E eu decidi ir. Uma hora e dez minutos foi quanto durou. Não foi chato. Não foi pesante. Foi sobretudo enriquecedor. Também pelo facto de ter ouvido uma orquestra experiente acompanhar miúdos de 9 anos; primeiro ao violino, depois ao piano. Fiquei, diria, pasmada. E é coisa para não me esquecer tão depressa. 

Hoje, depois da noite ‘sonante’, decidi entreter-me a visitar a Maserati. Regresso lá amanhã. Quero ver se me dão ‘abrigo’ no gabinete de comunicação deles, para uma experiência extra trabalho que me possa dar um bónus no curriculum (dentro das minhas possibilidades horárias). Vamos ver. Chama-se a isto fazer pela vida. É é.

P.S - Clicar nas fotos para ver melhor.   

May 19

Este post é para os homens. Porque fala de carros (Ferrari, Lamborghini, Porsche e Maserati), e de looks (para eles). Tudo made in Modena. A terra dos carros, do presunto e do queijo parmesão, do lambrusco e do vinagre balsâmico. A terra onde, dizem, a crise ainda não bateu à porta. 

Mas também tem mulheres. Que conduzem carros. E que o fazem com estilo. Tanto ou mais que eles. Ora vejam.

As fotografias foram tiradas por mim - de joelhos, rabo, às vezes quase estendida no chão - durante a parada que aconteceu hoje na cidade por ocasião dos festejos da ‘Noite Branca’. É mais ou menos uma Fashion’s Night Out com lojas e bares abertos até tarde - multiplicam-se as esplanadas improvisadas, os aperitivos gratuitos e a música que ‘sai’ para as ruas, a exposições de arte e de carros (é vê-los por todo o lado). E porque se celebra também a noite dos Museus, eles encontram-se igualmente abertos. Basicamente a cidade está em festa.

Nós temos os Santos, e eles têm isto. Com Ferraris, Louis Vuitton, Pradas e outros luxos (muitos) à mistura.

Não muda nada. Só a perpetiva.

P.S 1 - Na foto do carro amarelo, reparem no estilo da mulher que filma a viagem com o telemóvel. :)   

P.S 2 - Quanto aos looks… Quem disse que os homens não podem usar lenços com flores? E vestir calças laranja-rosado, hum? Pois é, estes tipos têm muita pinta.  

CONTINUA…

May 19

… a CONTINUAÇÃO do post anterior. 

May 20

Ainda sobre a ‘Noite Branca’, em Modena. Mas agora pormenores gastronómicos. E ‘gastro-modais’, se é que se pode designar assim. Afinal, a cozinha está cada vez mais na moda e a ‘moda’ vai-lhe roubando protagonistas. Caso dos perfumes produzidos por uma artista de teatro, pintora e designer de jóias, que encontrei numa das muitas lojas que prolongaram horário nesta noite (ontem). Deu-me a provar morangos com um pitada de sal, a inspiração que a levou à criação do seu mais recente perfume: o Fragola Salata. Do qual vim com o cheirinho no pulso. Mas há mais. O Acquissima, por exemplo, transpõe a haute cuisine italiana para um frasco de perfume. Como? Diz a autora que foi inspirado num prato de um chef italiano. Gostei da ideia.

Para quem tenha gostado também e esteja interessado em saber mais, é só dizer (email lá em cima).      

May 23

E portanto qual é a mulher que, como eu - pelas razões ÓBVIAS (refira-se: com muita pena e já algum desespero por não fazer nada, senão caminhadas, há mais de mês e meio. MÊS E MEIO! ! !) - que vai faltar a isto? Hum? Nenhuma. Bem me parecia. 

5 Km Oeiras - Praia de Caxias. Percurso plano. Junto ao mar (yeahhh).