Segunda-feira vou vê-lo ao cinema Nimas. A recomendação é da professora de italiano, que diz que ajuda a ‘imparare la pronuncia italiana’. È vero.
Segunda-feira vou vê-lo ao cinema Nimas. A recomendação é da professora de italiano, que diz que ajuda a ‘imparare la pronuncia italiana’. È vero.
E pronto. Esta será (também) a minha vida dentro de sensivelmente uma semana. É aqui que começa o nervosinho… (daqueles mesmo irritantes).
Fotografia: The Sartorialist.
Acabámos de dizer adeus à Tortona Design Week (Milão), terminou também em Modena a Semana da Cultura e começa agora em Lisboa mais uma edição (82º) da Feira do Livro, no Parque Eduardo VII. Esta analogia para dizer que, enfim, não estou aí para saborear o bom tempo (já chegou?), mas consegui aproveitar o facto de haver entradas gratuitas para os espaços mais emblemáticos (e culturais) da cidade - não são assim tantos.
Aqui imagens do básico a conhecer em Modena: o Duomo (falta-me a Torre Ghirlandina, enorme, mesmo ao lado; é por onde me oriento para retornar ao centro); a Galleria Estense que fica no Palazzo dei Musei (alberga o espólio da família d’ Este de Ferrara, que governou a cidade durante um bom período); a Casa Museo Enzo Ferrari (a que vêem em tijolo funcionou mesmo como oficina do pai de Ferrari e hoje, restaurada, virou café); e depois imagens do Parque (também) Enzo Ferrari (com imenso potencial mas nada arranjado; uma pena!) e de uma rua que demonstra bem o género de Modena: casas típicas em cores fortes e quentes. Ah. E os meus melhores amigos do momento: os ténis (nos dias em que estou mesmo livre e opto por explorar a cidade).
Quanto a mim o mais giro está para além disto: o verdadeiro centro. As ruas estreitas repletas de lojas, cafés e esplanadas que convidam a que nos demoremos num aperitivo. O verdadeiro ‘dolce fare niente’.
P.S - (as always) Clicar sobre as imagens para ver melhor.
Hoje descobri algumas coisas interessantes. Prima qui Tigelle è un piatto tipico modenese. Dopo… (e agora continuo em português) que há um italiano (do sul), que tem um espaço (locale) aqui, em Modena, mas é absolutamente apaixonado por Lisboa, e que vai com regularidade à capital portuguesa. Conhece o Mercado da Ribeira, o Fernando Pessoa (leu quase todos os poemas) e por isso o Martinho da Arcada também (sentou-se onde o poeta esteve muitas vezes sentado, contou-me cheio da saudade portuguesa que só conhece de nome). Mais recentemente, visitou a Pastelaria Versailles, no… ’sadenha’ (referiu). Corriji-o: Saldanha. No ‘Da Vincenzo’ (o nome pelo qual me disseram ser conhecido, embora se chame ‘Naturalmente’), que abriu como uma ervanária mas é hoje uma casa de vinhos do mais típico e familiar possível, comi Tigelle com tomate e azeitonas secas regadas em azeite. Falei (bastante) sobre Portugal e fiquei a saber que a paixão dele nasceu através de um contato com estagiários Leonardo Da Vinci, que não desistiram até levá-lo a conhecer o nosso país. Um dia, acho que o Vincenzo se muda para lá. Diz que já pensou em comprar casa. É um princípio.
O ‘Naturalmente’ foi o segundo espaço onde comi fora (acrescento: assim, à borlinha), aqui em Modena. Estive também na Trattoria Aldina e tenho de passar (só passar) pela Osteria Francescana, que esteve no TOP 10 (ocupando o 4º lugar), dos melhores restaurantes do mundo em 2011.
Prometo que vou tentar fazer fotos. :)
Um ‘giro’ por Bolonha fez-me pensar que tinha regressado à época medieval. O centro é pequeno, com ruas (todas porticadas) que se estendem em lojas, cafés e esplanadas. Achei, na verdade, que estava em Modena. Mas numa dimensão um tanto ou quanto superior. Afinal, não é por acaso que estas são duas regiões ‘rivais’ da Emília Romana.
A Fontana di Nettuno é, talvez, o principal marco da cidade; fica na Piazza Del Nettuno, onde está também, de fronte ao Palazzo Ducale, a ‘Ex Borsa’ - em 1800 e muitos faziam-se ali as transações entre os negociantes. Hoje é uma biblioteca. Roubei um bocadinho do teto para mostrar aqui…
A Piazza Maggiore está logo ali ao lado e lá se encontra a Igreja de San Petronio, que está inacabada - na verdade, a fotografia fica muito aquém da grandiosidade daquela que foi projetada para ser maior do que a Basílica de S. Pedro (Roma). Vale a pena entrar (a fachada não fala mesmo por si) e apreciar a imensidão daquele espaço. Chega a emocionar (os mais sensíveis).
A Abbazia di Santo Stefano reúne agora quatro Igrejas - dantes eram sete numa só. Daí ser conhecida por ‘Sette Chiese’. Apetece sentar na esplanada que fica mesmo em frente. Num aperitivo.
As Torres Asinelli e Garisenda (ou torres inclinadas - a mais pequena está mesmo muito, embora aqui se veja mal) são as únicas resistentes de um conjunto de 200 que definia, em tempos longínquos, a arquitetura da cidade.
Depois, achei que devia captar as Scooters tão arrumadinhas e bem estacionadas que estavam, e tudo o que era doce que me aparecia à frente. (Itália e chocolate é uma combinação que existe a cada esquina, God!).
E… sabiam que Bolonha também tem um Maxim? Pois é. Foi lá que me sentei para aconchegar um bocadinho o estômago ao almoço. Confesso que até saiu baratinha esta focaccia quentinha de mozzarella, presunto e tomate.
E foi isto. Amanhã estou a pé às 7 horas.
P.S - Clicar em cima das imagens para ver melhor.
Ontem acordei com vontade de sair e de apanhar um comboio - sempre regional (mais barato), mas vejam, pela foto, a qualidade do regional de cá e espantem-se. Decidi que ia andar pelos canais de Veneza. Conhecê-los, na verdade, que ainda não tinha lá estado. Ouvi falar bem e mal, e assim-assim. Devo dizer que adorei. A cidade não é muito grande e está, toda ela, distribuída ao longo do Grande Canal - que não percorri em vaporetti para admirar os palacetes hoje convertidos em museus, lojas, hóteis e apartamentos (mas se o fizerem, escolham o itinerário nº1). Optei antes por caminhar. Segui as ruas estreitas, com lojas e lojinhas, tendas e tendinhas cheias de souvenirs - quanto a mim, Veneza só peca por ser uma cidade demasiado turística (há ruas onde é impossível caminhar) -, gelatarias, pastelarias (experimentei o ‘pistacchione veneziano’, um doce regional com pistacchio, chocolate e amêndoas - bom mas não espetacular). Cheguei ao Rialto, nomeadamente à ponte, e fotografei-a. É um marco da cidade. Assim como o são as margens do Grande Canal, onde aqui nos podemos sentar e admirar o incessante trânsito ‘gondolar’. Se forem a dois, três, quatro ou até sozinhos, como eu, procurem ‘A Riva Del Vino’, um restaurante/pizzaria/wine bar localizado no antigo caís de desembarque do vinho. Antes de o fazerem, no entanto, passem pela ‘Pescheria’, um mercado de peixe com mais de 600 anos - é fácil localizá-lo: o cheiro a marisco e peixe não engana e nas suas proximidades começam a ver-se banquinhas com ostras para dar a provar (pagando) a quem quiser. Lembrei-me das algarvias (maravilhosas) e não fui em cantigas. Para além deste mercado, há ainda a ‘Erberia’, um mercado de fruta e legumes que irão encontrar assim que, saindo da estação de comboios, seguirem as indicações com as siglas ‘Per Rialto’. Afinal, Veneza (e a região do Véneto) é o pulmão verde de Itália, pela oferta diversificada em legumes e verduras. Assim o entendo eu, e creio não estar enganada. Apesar da cidade ser relativamente confusa pelas inúmeras e pequenas ruas que a caraterizam, é difícil perder-se. Tudo está muito bem indicado, e basta ter em mente dois pontos de referência: o Rialto e San Marco.
Foi precisamente para a Piazza San Marco que segui depois de me perder (propositadamente) pelas ruelas onde me deliciei a apreciar vitrinas de doces e pastas (de formatos e cores inimagináveis - só vendo).
Aqui, vale a pena estar na praça (enorme), palco de inúmeras procissões e celebrações carnavalescas. Para ver: a Basílica de S. Marcos - um misto entre a arquitetura Ocidental com a Oriental (a cidade era ‘a porta’ para o mundo árabe), que deu origem ao gótico Veneziano - e o Palazzo Ducalo.
Não entrei em nenhum. Não sei quantificar o tamanho das filas já nesta altura do ano…
Depois, se caminharem em direção ao Giarinetti Reali, junto a mais um cais veneziano, mesmo ali, na praça, vão encontrar a Compagnia della Vela, e ligeiramente mais à frente fica o ‘Harry’s bar’. Foi fundado pelo italiano Giuseppe Cipriani e tem, ao longo dos tempos, atraído muitos americanos famosos, como por exemplo Ernest Hemingway (afinal, ele não estava só em Cuba…). Aqui pode comer-se o famoso carpaccio - carne de vaca crua e cortada aos pedaços -, originário desta região, e que dizem ter sido criado por Cipriani aqui, neste espaço.
A Compagnia della Vela ganha especial atenção este ano devido à ‘A America’s Cup 2012’ (Vela), que começou precisamente ontem, em Veneza, e vai durar até ao próximo dia 20 de Maio. Para os amantes do desporto e em especial desta modalidade, a programação pode ser consultada aqui.
No Palazzo/Museo Fortuny (igualmente próximo dali), e até ao final de Junho, está patente a exposição ‘Diana Vreeland after Diana Vreelander’. A mostra permite ver alguns trabalhos, parcerias e preferências da mais famosa editora de moda nascida em Paris, emigrada para Londres e retornada a Nova Iorque, onde encabeçou duas das principais revistas de moda: a Harper’s Bazar e a Vogue.
Na fotografia que aqui publico, pode ver-se uma carta de Diana (editora-chefe da Vogue americana) à marca Missoni, que data de Novembro de 1970, e onde se lê um profundo agradecimento pela brilhante coleção apresentada, comparando-a à beleza das flores.
A sua admiração por Missoni, bem como por Balenciaga, era fortemente conhecida.
Que não tenham motivos para conhecer Veneza, é coisa de que dúvido - a vida e o romantismo que cidade emana a cada esquina é, por si só, suficiente - mas… quem sabe possam encontrar nestas duas sugestões de programa uma razão acrescida para passar por lá. Até junho.
P.S 1 - Só para deixar escrito que se algum dia alguém pensar pedir-me em casamento, pode - e deve - fazê-lo em Veneza. Creio que me caso imediatamente. E faço festa na gondôla. É coisa que tenho decidida de ontem para hoje.
P.S 2 - Clicar nas imagens para ver melhor.
Ontem foi um bocadinho disto, à noite. Um concerto de música clássica no Teatro Comunale di Modena, que é também o Teatro Luciano Pavarotti, em homenagem ao cantor lírico. A sessão foi gratuita, aberta à população de Modena - iniciativa que achei (acho) muito interessante. E eu decidi ir. Uma hora e dez minutos foi quanto durou. Não foi chato. Não foi pesante. Foi sobretudo enriquecedor. Também pelo facto de ter ouvido uma orquestra experiente acompanhar miúdos de 9 anos; primeiro ao violino, depois ao piano. Fiquei, diria, pasmada. E é coisa para não me esquecer tão depressa.
Hoje, depois da noite ‘sonante’, decidi entreter-me a visitar a Maserati. Regresso lá amanhã. Quero ver se me dão ‘abrigo’ no gabinete de comunicação deles, para uma experiência extra trabalho que me possa dar um bónus no curriculum (dentro das minhas possibilidades horárias). Vamos ver. Chama-se a isto fazer pela vida. É é.
P.S - Clicar nas fotos para ver melhor.
Este post é para os homens. Porque fala de carros (Ferrari, Lamborghini, Porsche e Maserati), e de looks (para eles). Tudo made in Modena. A terra dos carros, do presunto e do queijo parmesão, do lambrusco e do vinagre balsâmico. A terra onde, dizem, a crise ainda não bateu à porta.
Mas também tem mulheres. Que conduzem carros. E que o fazem com estilo. Tanto ou mais que eles. Ora vejam.
As fotografias foram tiradas por mim - de joelhos, rabo, às vezes quase estendida no chão - durante a parada que aconteceu hoje na cidade por ocasião dos festejos da ‘Noite Branca’. É mais ou menos uma Fashion’s Night Out com lojas e bares abertos até tarde - multiplicam-se as esplanadas improvisadas, os aperitivos gratuitos e a música que ‘sai’ para as ruas, a exposições de arte e de carros (é vê-los por todo o lado). E porque se celebra também a noite dos Museus, eles encontram-se igualmente abertos. Basicamente a cidade está em festa.
Nós temos os Santos, e eles têm isto. Com Ferraris, Louis Vuitton, Pradas e outros luxos (muitos) à mistura.
Não muda nada. Só a perpetiva.
P.S 1 - Na foto do carro amarelo, reparem no estilo da mulher que filma a viagem com o telemóvel. :)
P.S 2 - Quanto aos looks… Quem disse que os homens não podem usar lenços com flores? E vestir calças laranja-rosado, hum? Pois é, estes tipos têm muita pinta.
CONTINUA…
… a CONTINUAÇÃO do post anterior.
Ainda sobre a ‘Noite Branca’, em Modena. Mas agora pormenores gastronómicos. E ‘gastro-modais’, se é que se pode designar assim. Afinal, a cozinha está cada vez mais na moda e a ‘moda’ vai-lhe roubando protagonistas. Caso dos perfumes produzidos por uma artista de teatro, pintora e designer de jóias, que encontrei numa das muitas lojas que prolongaram horário nesta noite (ontem). Deu-me a provar morangos com um pitada de sal, a inspiração que a levou à criação do seu mais recente perfume: o Fragola Salata. Do qual vim com o cheirinho no pulso. Mas há mais. O Acquissima, por exemplo, transpõe a haute cuisine italiana para um frasco de perfume. Como? Diz a autora que foi inspirado num prato de um chef italiano. Gostei da ideia.
Para quem tenha gostado também e esteja interessado em saber mais, é só dizer (email lá em cima).