Lisbon cover.ed with glam

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Percebi que ia deixar de ler a Elle portuguesa esta semana - confesso que nunca fui leitora assídua e só o faço (fazia!) quando já passei os olhos pelas outras (poucas) portuguesas. Primeiro: a revista é, toda ela, uma tradução parola de press releases e de artigos estrangeiros (o que revela, acima de tudo, problemas orçamentais). Mas, a falta de financiamento não pode justificar zero de criatividade, nem originalidade, nem - muito menos! - uma escrita parola, totalmente desaqueada a Mulheres. Por momentos, confesso, pensei estar a ler a Ragazza. Naqueles tempo (já lá vão) em que cheguei mesmo a lê-la. Não sei quem é a Diretora Executiva da revista - também não me dei ao trabalho de procurar saber - mas sei que não vai longe, e o resultado está à vista: uma revista fraca e vazia de mensagens, desprovida de interesse e naturalmente pobre de conteúdo. Para além de páginas infinitas com a palha descritiva dos novos perfumes da temporada (textos mais ou menos copiados de comunicações), tenho algo a dizer, e com o que me justificar, sobre a parolice desses (semi)artigos. Num deles escrevia-se a propósito de um must have da estação, e a jornalista rematava com algo do género ‘para criar o efeito uau desejado’. E pronto. Foi aqui que decidi fechar a querida Elle de Outubro e atirar com ela para o lixo. Se a coisa já me estava a cheirar mal de início - a consciência de que pago por uma revista para ler comunicações que recebo na caixa de email é, no mínimo, estranha -, esta frase deu cabo do resto (da minha paciência). Basicamente, querida Elle, estás por um fio. Alguém que te agarre.      

Sep 8
Diz-me a que cheiras… dir-te-ei quem és