Aug 1 -
Acabei um - a permanência em Itália, embora relativamente curta, fez-me interromper as leituras e só consegui pôr-lhe fim agora - e comecei outro. O da Marta, de quem já tinha falado aqui (nota: o espetáculo dela continua no S. Jorge), foi aquele a que pus fim.
Com uma certa tristeza de o ter deixado, confesso. Não sei se ao livro em concreto se às lições que ele me transmitia através do auto-retrato de uma mulher em resolução - consigo e com os outros.
Mas quando vi o livro da Helena numa estante da Fnac percebi que essa sensação seria rapidamente preenchida por outra de maior conforto. E não me enganei.
Num primeiro texto, e na contracapa, a Helena descreve-se por intermédio da ‘filosofia do quotidiano’, que aconselha a que se escreva o que se gosta e o que se detesta num papel, e assim conseguir uma panorâmica geral do que se é.
Transcrevo:
Sete coisas de que gosto - da família, dos amigos, de trabalhar, de ler, de ouvir música, de silêncio, do meu amor.
Sete coisas que detesto - a mentira, a hipocrisia, a inveja, a tristeza, a estupidez, a política, a maledicência.
É por isto que eu gosto da Helena.
Por uma miúda (mulher) apaixonada por cidades. Jornalista de formação, comunicadora na prática. Contacto: isccalves@gmail.com